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mentoring é uma das coisas mais fascinantes e difíceis de serem implementadas em uma corporação. Quem pode dispor de tempo para orientar e ensinar os talentos mais jovens, quando nem sabemos se eles vão permanecer na empresa pelos próximos dois anos? Infelizmente, isto é verdade. Mas mesmo assim, corporações que se preocupam em formar seus talentos executivos continuam concedendo uma atenção especial ao processo de mentoring. Na IBM, por exemplo, era bem conhecido o programa shadow, onde um potencial para alta gerência era designado para acompanhar o dia-a-dia de um executivo, e com isso ter uma visão privilegiada do que acontece nos altos escalões.

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Camila, aquela mesma a quem sugeri, há muito tempo, que morasse na Rua das Janelas Verdes, em Lisboa, e que documentou para este blog o Marco do Chão Salgado, agora nos mostra o Palácio Pimenta. Segundo ela, é um local turístico imperdível que ninguém conhece.

O chamado Palácio Pimenta é um dos cinco núcleos do Museu de Lisboa, e fica exatamente em Lisboa no Campo Grande, 245, não muito longe da Avenida do Brasil e da Avenida de Roma, de tantas recordações para mim. Fazia parte de uma quinta no século XVIII.

Segundo o que nos disse Camila, em vídeo do Youtube, o Palácio Pimenta, que ela apelidou de jardim dos pavões, fazia parte de quinta senhorial, chamada Casa da Quinta da Pimenta, Casa da Madre Paula e Palácio Galvão Mexia. A entrada é livre para conhecer os jardins, cheios de pavões, e a exposição fixa de Bordallo Pinheiro, artista português multifacetado, como disse Camila. E como o nome da série de vídeos revela, ela nos mostra um lugar calmo e muito bonito para se tomar um café nos jardins do Palácio Pimenta. Um café do Sul de Minas, claro.

Camila, que mora há muitos anos em Lisboa, vem fazendo um excelente trabalho de divulgação de lugares pouco conhecidos dos turistas brasileiros, mesmo no Chiado, parada obrigatória. Ela também foi a Nazaré e mostra como tudo pode ser feito sem maiores dificuldades. E em Alfama, onde uma antepassada dela foi medideira do pão, nos dá uma ideia do chamado Fado Vadio.

Os vídeos da Camila podem ser encontrados em Coffee For Friends, no Youtube.

Quer conhecer outras coisas de Lisboa? Também temos.

Cheira bem, cheira a Lisboa...     Rua das Janelas Verdes

Carlos G. Vieira (22 de agosto de 2025)


 Nestes tempos conturbados em que estamos vivendo, fui fazer uma releitura do aclamado livro de Philip Roth American Pastoral, publicado em 1997. Este livro deu origem ao filme de mesmo nome de 2016. Devo dizer que é um livro pesado, denso, deprimente em certo sentido. Uma família americana do pós-guerra de 1945, em New Jersey, constituída por um judeu, uma católica e uma filha (Merry), que acaba se tornando uma jainista, e vivendo num quarto imundo em Newark, depois de alguns atentados a bomba e algumas mortes.

O livro nos faz pensar, como vários outros do mesmo autor, sobre a evolução da sociedade americana. Uma luta constante para se subir na vida, conquistar espaços, sobretudo para aqueles descendentes de imigrantes ou das minorias. E a revolta da parcela mais jovem da sociedade contra o intervencionismo americano, no caso deste livro representado pela guerra do Vietnã. Uma boa reflexão para os tempos atuais.

Quais os personagens que mais chamaram minha atenção? A personagem Dawn (que foi Miss New Jersey), casada com Swede, Lou Levov (pai de Swede), e Rita Cohen, uma personagem estranha, não muito explicada no livro, com diversas intervenções ao longo da história.

Este livro de Philip Roth ganhou o Pulitzer Prize em 1997.

Carlos G. Vieira   (18 de julho de 2025)


"As três leis fundamentais da robótica são:

    1.ª : Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.

    2.ª : Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que entrem em conflito com a Primeira Lei.

    3.ª : Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis."   

     (Isaac Asimov)


A cada dia que passa fico mais preocupado com a tal de Inteligência Artificial. Agora, ela está em tudo. Diz meu médico que as avaliações de exames de imagem serão muito melhores quando feitas por IA, prescindindo de um profissional, naturalmente limitado por sua própria experiência. A IA poderá usar a experiência de milhares de outras avaliações. Outro dia, um amigo residente em Austin me disse que usou IA para fazer um contrato de locação, sem o uso de advogado, resultado obtido em dois minutos e de graça.
Então, eu me lembro das minhas leituras, na década de 70 do século passado, do livro de Isaac Asimov Eu, Robô, depois transformado em filme estrelado por Will Smith.
Uma vez iniciei uma palestra sobre computadores escrevendo no quadro as três leis da robótica, com a intenção de descontrair, e me surpreendi com a plateia de neófitos anotando tudo como se fosse a maior novidade da ciência, e pensei na hora: "Assim vamos mal nessa palestra".
Pois agora realmente este assunto me assusta. Já se projeta a perda de não sei quantos empregos pela adoção da IA. E a transformação está sendo muito rápida, mais do que podemos suportar. Hoje mesmo vi na TV um rapaz que desenvolveu um copiloto de avião pequeno com IA. Aperte o cinto. Quando chegarmos a Marte, como quer Elon Musk, aí então será mesmo outro mundo.

Carlos G. Vieira  (10/6/2025)

 

Decorridos 20 anos desde que este livro foi publicado (a primeira edição foi em 2005), e mais ou menos 60 anos da maioria dos fatos a que ele se refere, fiz uma releitura dos dois volumes, editados pela Universidade  de Brasília e pela Fundamar, de Belo Horizonte. Para ver, mais uma vez, se consigo entender o que aconteceu com o Brasil. Devo declarar que está dificil, quando somos obrigados a assistir, sem ação, ao roubo dos pobres aposentados e pensionistas do INSS. Ainda me lembro que fui comprar em 2005 dois exemplares numa Bienal do Livro no Riocentro, no Rio de Janeiro, a pedido do organizador, que queria certificar-se de que havia começado a sua distribuição.

O livro traz Carlos Lacerda, este jornalista polêmico, escritor, tradutor, poeta (basta ler A casa do meu avô) e político combativo, primeiro governador do então Estado da Guanabara depois da inauguração de Brasília, como personagem central, através de cartas escritas a personalidades da época. E também algumas respostas, umas agressivas, outras hipotecando solidariedade, algumas lacônicas, outras contestando suas posições. Ao leitor atual, acostumado com email e redes sociais, deve parecer estranho aquelas longas missivas, algumas vezes até cansativas de se ler. Mas é Carlos Lacerda em estado bruto, por assim dizer. Respondendo, no ato, a ações e inações que ele julgava intoleráveis.

O livro é fruto de uma parceria bem sucedida entre intelectuais. O organizador, meu primo Túlio Vieira da Costa, fez um trabalho minucioso, apoiado por uma equipe de pesquisadores e pesquisadoras de mão cheia. Baseado em cartas pessoais cedidas pela família de Lacerda à Universidade, e muitos outros documentos daquele período. É uma fonte de pesquisa para a posteridade. Para que os pósteros, como Dr. Túlio gostava de dizer, possam avaliar um período tumultuado da História do Brasil, com pessoas brilhantes como atores, e com consequências que sofremos até hoje, sobretudo na mediocridade da política nacional.

Gostaria de citar, ao acaso, duas passagens do livro. Uma é o encontro em um restaurante, nos Estados Unidos, de Carlos Lacerda com o então embaixador brasileiro em Washington,  Juracy Magalhães (com quem tive a surpresa de encontrar no ônibus que eu apanhava em Ipanema para ir trabalhar na Rua do Ouvidor, mais de uma vez, e que meus amigos acham, até hoje, que foi uma alucinação que tive devido ao sol da praia). Ao ser Lacerda reconhecido pelo garçom brasileiro (de Belo Horizonte), e ele ter comentado qualquer coisa sobre embaixadores e garçons, ao que o atendente respondeu "com a diferença que nós trabalhamos", Juracy deu a maior espinafração.

A outra passagem é uma longa carta escrita por Helio Silva, em resposta a comentários de Carlos Lacerda de que ele teria sido engabelado por Alzira Vargas, ao ter acesso aos arquivos pessoais de Getúlio Vargas. Segundo Lacerda, Alzira teria repassado a ele só o que interessava e omitido outras correspondências. Helio Silva, recordando sua longa amizade com Carlos Lacerda, rebate - com elegância - ponto por ponto das afirmações, e demonstra que cada livro do chamado "Ciclo de Vargas" foi lido, checado e corrigido por muitas pessoas, antes de ser dado ao público. O texto de Helio Silva é primoroso.

Os dois volumes das "Minhas Cartas e as dos outros" reúnem um farto material inédito à época e outros que foram acrescentados com autorização dos destinatários, autores ou pesquisadores. O livro dá uma imagem muito boa das relações pessoais entre personalidades do século XX, de suas dúvidas e apreensões, e nos dá um retrato da elite brasileira, sobretudo no âmbito da política.

Carlos G. Vieira

(8 de junho de 2025)

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